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    ADIVINHADORES DE ÁGUA


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    Adivinhadores de Água, livro, curtagora

    Autor:

    Eduardo Escorel

    Editora:

    Cosac & Naify

    Páginas:

    208

    Ano:

    2005

    ISBN:

    8575033964

    Este livro é excepcional em vários sentidos. Num momento em que se aspira à aceitação do cinema brasileiro pela mídia transnacional, ele reafirma a necessidade do diferente e do nacional. Enquanto se festeja a inclusão do Brasil entre os concorrentes ao Oscar, ele divisa apenas "adivinhadores de água" em meio aos cineastas brasileiros, comparando-os ao andarilho intuitivo que, após salvar da seca um povoado alagoano, desapareceu estrada afora. Nadando sempre contra a corrente, Eduardo Escorel não hesita em desprezar a imagem globalizada e a inserção comercial em prol de "núcleos isolados de criatividade e talento", estes sim, capazes de manter a continuidade histórica de um cinema sob permanente ameaça de se perder na poeira. A voz que nos fala não é de um pessimista que aposta no fracasso para estragar a festa neoliberal. Ao contrário, se realça "adivinhadores", ou exceções, como Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, o cantador Chico Antônio e, mais recentemente, diretores como Tata Amaral, Lírio Ferreira e Paulo Caldas, é em favor da utopia de que eles se tornem a regra. Escorel é conhecedor profundo desses talentos "parabólicos", na expressão feliz de Glauber que ele resgata em sua raiz grega de "atirar para os lados", significando a criatividade estilhaçadora, que recusa a linearidade e a convenção. A razão é simples: ele é um deles. O diretor de Lição de Amor, Ato de Violência e Chico Antônio, o herói com caráter e o montador de Terra em Transe, Macunaíma e Cabra Marcado para Morrer já havia construído parte considerável da história do cinema brasileiro, antes de nos brindar com um livro de reflexões que revela essa história a partir de seu interior. Alinhando-se a Mário de Andrade e Paulo Emílio Salles Gomes na defesa do nacional, relê a obra de amigos transfigurados em mestres. Sobre Glauber, resgata o segredo de seu processo criativo necessariamente desordenado, já que cada etapa do trabalho, do roteiro à montagem, era ocasião para novas invenções. Já a abordagem da obra e Joaquim Pedro revela sua inflexão sob dois golpes: o militar e a perda da influente figura paterna. A crítica a Leon Hirszman, por fim, configura seu difícil equilíbrio entre documentário e ficção. Mas o que mais surpreende (e comove), no livro, é o auto-apagamento do autor, figura central nesse processo, desde que, aos dezessete anos, se encontrou com Glauber pela primeira vez num bonde que o levou direto para o coração do cinema novo. Ao final, no capítulo que persegue o elo quase invisível de Mário de Andrade com o cinema brasileiro, o leitor desavisado pode nem perceber que foi o próprio autor quem melhor desentranhou o cinema da prosa do grande escritor. É que, ao escrever, Escorel prefere esconder-se discretamente sob a capa de testemunha apaixonada. Essa generosidade do olhar, num cenário cada vez mais dominado pelo cinema em primeira pessoa, o julgamento subjetivo e a autopublicidade, compõe talvez a excepcionalidade maior do livro, conferindo-lhe, desde logo, o estatuto de marco da literatura de cinema no Brasil.
    (Sinopse: 2001 Vídeo)


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