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Reis Negros


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Sinopse:

Desde a época do lendário Chico Rei, um dos primeiros negros a desfilar como rei, de coroa e cortejo, pelas ruas de uma cidade brasileira (Ouro Preto), o Congado vem se afirmando como uma das mais firmes tradições populares de Minas Gerais, e uma das principais manifestações da cultura negra (de raiz banto) no estado. Constituída por um complexo conjunto de práticas e saberes, a tradição do Congado vem sendo transmitida de forma oral, visual e corporal, de geração a geração, desde a remota África. Antes de cruzarem o Atlântico, muitos africanos já eram "do Rosário". O sincretismo que funda o Congado, em que o arquétipo central figura-se como uma Nossa Senhora do Rosário de estreita relação com as batidas dos tambores, estabeleceu-se na África, no contato das várias etnias e nações com o cristianismo europeu. Sob a devoção à Senhora do Rosário, seguiu-se a tradição da coroa: se na África reis eram escravizados, no Brasil escravos seriam coroados. O termo Congado abrange diferentes identidades-nações - Candombe, Congo, Moçambique, Marujos, Caboclos, Catopés, Vilões -, cada uma representada por vários grupos (chamados Guardas, Ternos ou Cortes), espalhados por Minas Gerais e outros estados brasileiros. Unidos pela fé à Nossa Senhora do Rosário, nas festas dedicadas a ela (a maioria no 2o semestre), grupos de todas as nações se encontram e cada um apresenta-se na sua batida própria, no seu canto, sua dança e sua roupa característicos, atrás da bandeira do santo de que são devotos (depois da Senhora do Rosário, prevalecem São Benedito, Santa Efigênia, São Jorge, São Sebastião, Senhora das Mercês e Divino Espírito Santo). Dentre os mais de 3 mil grupos de congado em Minas, são poucos o que têm o Reinado "de tradição", profundamente religioso, que traz em seus "tronos coroados" Reis e Rainhas perpétuos que representam santos na terra (além de "reis de promessa" e "reis de ano"). Normalmente, esses Reinados pertencem às nações africanas (Congo, Moçambique e Candombe), o que indica a sua origem na coroação dos reis negros à época da escravatura. A continuidade dos Reinados depende também da linhagem dos Reis e Rainhas (e Capitães), que é mais espiritual do que genética. Não basta pertencer à família. O sujeito só é coroado com a aprovação do grupo (irmandade), ou seja, se for respeitado pelo grupo, se tiver demonstrado sabedoria, fé e responsabilidade. Atualmente, muitas coroas encontram-se encostadas, à espera de novos donos, sucessores de reis falecidos. A coroa significa autoridade e reconhecimento, poder e merecimento. No Reinado de tradição, a coroa tem um peso que poucos podem carregar. A partir da observação da vida de certos Reis e Rainhas, o filme expõe o contraste entre a importância dessas pessoas no seio da sua comunidade e a sua condição de marginalizados num contexto social mais amplo. Embora se situem no topo da hierarquia do Reinado, em geral são homens e mulheres humildes, de baixa renda e idade avançada, negros que herdam dos ancestrais, além da religião, a marca da exclusão no Brasil. Nossa hipótese é que a coroação de reis negros no Brasil, nascida como transgressão à ordem escravista ainda serve como veículo transgressor, pois proporciona voz, corpo, espaço e poder (simbólico ou não) a grupos afro-descendentes, numa sociedade em que os negros ainda sofrem as seqüelas do passado escravocrata. reinados em foco O documentário examina especialmente 5 Reinados, a partir de certos personagens-chave: Irmandade do Jatobá / BH - Rainha Alzira, Ex-Princesa Leda, Rei Eupídio, Cap. Matias; Comunidade dos Arturos /Contagem - Rainha Juventina e Vice Maria Lúcia, Cap. Antônio; Guarda de Moçambique Treze de Maio/BH - Rainha Isabel, Princesa Margarida, Capitão Ricardo; Guarda de Fidalgo /Pedro Leopoldo - Rainha Maristela, Rei Raimundo, Capitão Jovir, Ítalo; Comunidade descendente de Chico Rei (Pontinha) / Paraopeba - Jair e Dersino

Direção:

Rodrigo Campos

Tipo:

Documentário

Formato:

Vídeo (DV)

Ano Produção:

2005

Origem:

Brasil (MG)

Cor / PB:

cor

Duração:

55 min.

Assistência de
Direção:

Silvia Pinheiro

Roteiro:

Rodrigo Campos

Fotografia:

Rodrigo Campos

Produção
Executiva:

Jorge Moreno

Produção:

Daniel Roscoe, Jorge Moreno

Produtora:

FAM Produções

Contato:

Daniel Roscoe
Belo Horizonte - MG
daniel@famfilmes.com.br
http://www.famfilmes.com.br

Mais sobre o filme:



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